terça-feira, 30 de junho de 2015

HERÓIS?


Quem são os heróis de verdade?

Aqueles que promovem, praticam a promiscuidade, a prostituição, a libertinagem, a apologia ao vício, às orgias, ao sexo irresponsável?

Alguém que ganha milhões de reais para emagrecer em frente à televisão?

Não!

Herói para mim é um senhor vendedor ambulante de Cachoeira do Sul que encontrou uma carteira com dinheiro, cartões de banco e de crédito e devolveu para sua proprietária, porque seus pais lhe ensinaram a não ficar com o que não era seu... ato seguido por uma outra senhora que também encontrou uma carteira na outra semana...

Herói para mim são as centenas de voluntários que trabalham no nosso hospital... é Zilda Arns, Madre Tereza, João Paulo II,...

Herói para mim é as outras dezenas de pessoas que atuam voluntariamente na APAE...

Heróis são os outros tantos que estão atuando gratuita e anonimamente nas casas geriátricas, nas associações de bairros, instituições de caridade,...

Heróis são as dezenas de jovens que conheço e convivo que fazem a diferença na vida de tanta gente... jovens que fazem o bem, que se cuidam, zelam por uma sociedade melhor, jovens que olham para os outros com os olhos de Deus, jovens que retratam os rosto desse mesmo Deus...

Sim, para mim, esses são os verdadeiros heróis... gente simples, gente do povo, gente anônima, gente que não precisa se expor como “carne ou produto de um supermercado” para ser consumido... Cuidado! Não confunda vilão por mocinho, porque há muito lobo vestido em pele de cordeiro...

Herói para mim é um amigo, um irmão, uma mãe, um pai, um jovem que cuida do outro numa família, num hospital, numa clínica... é alguém que pede e dá perdão, é alguém que supera os deuses do TER, PODER e PRAZER... alguém que valoriza o outro não pelo o que outro “TEM”, mas sim pelo o que o outro “É”... no meu humilde conceito, creio que heróis são esses o que a mídia tenta me vender, não me serve como herói, mas respeito aqueles que pensam o contrário e os idolatram, isso é liberdade e isso é domocracia.

E para ti, qual é o teu conceito de herói?

                                                                                           

                                                                               Diácono Carlinhos

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O palco da vida


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

 

                                                                                                                                           Augusto Cury

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Temos que nos aceitar como somos

 Antes de lamentar e lamuriar o que você não tem, agradeça o que você já tem!

 

Cada um de nós é riquíssimo no seu ser. Fomos feitos à imagem de Deus; o que mais poderíamos desejar? Deus entrou dentro de Si mesmo para lá ir buscar o nosso molde.
Como, então, você pode ficar reclamando das qualidades que você não tem? Não seria isto ser ingrato com Deus?
Antes de lamentar e lamuriar o que você não tem, agradeça o que você já tem, e tudo o que recebeu gratuitamente Dele.
Olhe primeiro para as suas mãos perfeitas… e diga muito obrigado Senhor!
Pense nos teus olhos que enxergam longe, teus ouvidos que ouvem o cantar dos pássaros, e diga obrigado Senhor!
Olhe para a beleza e vigor da sua juventude, e agradeça ao bom Pai, de quem procede toda dádiva boa. 
A pior qualidade de um filho é a ingratidão diante do pai.
Jesus ficou muito aborrecido quando curou dez leprosos (uma doença incurável na época!), mas só um (samaritano) voltou para agradecer. E este não era judeu, isto é, o único que não era considerado pertencente ao povo de Deus.
Você recebeu uma grande herança de Deus, que está dentro de você; sua inteligência, sua liberdade, vontade, capacidade de amar, sua memória, consciência, etc., enfim, seus talentos, que Deus espera que você faça crescer para o seu bem e o dos outros. 
A primeira coisa para que você possa multiplicar esses talentos, é aceitar-se como você é, física e espiritualmente.
Não fique apenas olhando para os seus problemas, numa espécie de introspecção mórbida, porque senão você acabará não vendo as suas qualidades; e isto te tornará escravo do teu complexo de inferioridade. 
São Paulo disse que somos como que “vasos de barro”, mas que trazemos um tesouro de Deus escondido aí dentro (cf. 1Cor4, 7).
Eu não estou dizendo que você deve se esconder dos seus problemas, ou fazer de conta que eles não existem, não é isto. Reconheça-os e aceite-os; e, com fé em Deus, e confiança em você, lute para superá-los, sem ficar derrotado e lamuriando a própria sorte. 
Saiba que é exatamente quando vencemos os nossos problemas e quando superamos os nossos limites, que crescemos como pessoas humanas.
Não tenha medo dos seus problemas, eles existem para serem resolvidos. Um amigo me dizia que todo problema tem solução; e que, quando um deles não tem solução, então, deixa de ser problema. “O que não tem remédio, está remediado”, diz o povo. Não adianta ficar chorando o leite derramado. 
É na crise e na luta que o homem cresce. É só no fogo que o aço ganha têmpera. É sob as marteladas do ferreiro que a lâmina vira um espada.
Por isso, é importante eliminar as suas atitudes negativas. 
Deus tem um desígnio para você e para cada um de nós; uma bela missão a ser cumprida, e você pode estar certo de que Ele lhe deu os talentos necessários para cumpri-la.
Deus quer que você seja um aliado dele, um cooperador Seu, na obra da construção do mundo. Ele não nos entregou o mundo acabado, exatamente para poder nos dar a honra e a alegria de sermos seus colaboradores nesta bela obra. 
Ele precisa de nossas mãos e de nossa inteligência, Ele quer usar os seus talentos.
O homem mais infeliz é aquele que se fecha em si mesmo e não usa os seus talentos para o bem dos outros. Esse se torna deprimido. 
Na parábola dos talentos, Jesus mostrou que só foi pedido um talento a mais àquele que tinha ganhado um; mas que foi pedido dez novos talentos ao que tinha dado dez. Deus é coerente.
Você sabe que é “único” aos olhos de Deus, irrepetível; logo, você recebeu talentos que só você tem; então, Deus espera que você desenvolva esta bela herança, sendo aquilo que você é. 
É um ato de maturidade ter a humildade de reconhecer os seus limites e aceitá-los; isto não é ser menor ou menos importante; é ser real.
Aceite suas limitações, seus problemas, seu físico, sua família, sua cor, sua casa, também seus pais e seus irmãos, por mais difíceis que sejam… e comece a trabalhar com fé e paciência, para melhorar o que for possível. 
Se você não começar por aceitar o seu físico, aquilo que você vê, também não aceitará os defeitos que você não vê.
Você corre o risco de não gostar de você se não aceitar o seu corpo. Muitos se revoltam contra si mesmos e contra Deus por causa disto. 
Você só poderá gostar de você – amar a si mesmo – se aceitar-se como é, física e espiritualmente. Caso contrário não será feliz.
É claro que é bom aprender as coisas boas com os outros, mas não podemos querer imitá-los em tudo. 
Você não pode ficar se comparando com outra pessoa, e quem sabe, ficar até deprimido porque não tem os mesmos sucessos dela. Cada um é um diante de Deus.
Também não se deixe levar pelo julgamento que as pessoas fazem de você. Saiba de uma coisa: você não será melhor porque as pessoas o elogiam, mas também não será pior porque o criticam. 
Como dizia São Francisco, “sou, o que sou diante de Deus.”
Certa vez iam por uma estrada um velho, um menino e um burro.
O velho puxava o burro e o menino estava sobre o animal. 
Ao passarem por uma cidade, ouviram alguém dizer: 
“Que menino sem coração, deixa o velho ir a pé. Devia ir puxando o burro e colocar o velho sobre este!” 
Imediatamente o menino desceu do burro e colocou o velho lá em cima, e continuaram a viagem.
Ao passar por outro lugar, escutaram alguém dizer: 
“Que velho folgado, deixa o menino ir a pé, e vai sobre o burro!”
Então, eles pararam e começaram a pensar no que fazer: 
O velho disse ao menino:
Só nos resta uma alternativa: irmos a pé carregando o burro nos nossos braço!” 
Moral da estória: é impossível agradar a todos!


 

                                                                                                                                           Felipe Aquino

 

domingo, 21 de junho de 2015

A importância do perdão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

 

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

 

— Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

 

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente, o filho que continua a reclamar:

 

— O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

 

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.

 

Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

 

— Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

 

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

 

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

 

— Filho, como está se sentindo agora?

 

— Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

 

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

 

— Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

 

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto!

 

Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.

 

O pai, então, lhe diz ternamente:

 

— Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

 

Retirado do livro “Sabedoria em Parábolas”, Prof. Felipe Aquino.

 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Reinventando o silêncio

 

Tenho me lembrado muito da cantora Rita Lee que em Jardins da Babilônia diz “pra pedir silêncio eu berro...”, pois nunca sentimos tanta falta do silêncio, da calma, de ambientes que favoreçam a concentração, o diálogo sereno, o prestar atenção. Vivemos numa verdadeira ditadura do barulho. Fala-se alto demais! Grita-se muito!

 

Crianças gritam para ser ouvidas. Pais gritam para ser atendidos. Clientes gritam para reclamar e atendentes gritam para responder. Parece que vivemos numa sociedade de surdos. Desaprendemos o silêncio, a calma, o falar baixo. Vamos a um restaurante e não podemos conversar. A tal música de fundo, que invadiu o mundo contemporâneo é tão alta que impede o diálogo. As pessoas da mesa ao lado gritam umas com as outras e riem alto sem a menor consideração com seus vizinhos. No avião e no ônibus é a mesma coisa. Pessoas gritam para seus colegas de assento e todos têm que ouvir o que não interessa saber. A impressão que me dá é que todos querem ser celebridades públicas ou pensam estar num palco de teatro falando para uma plateia.

 

Repare que o barulho dos carros, das motos, das músicas em volume alto, das conversas está a cada dia mais elevado sem que nos apercebamos disso. Pessoas falam alto ao celular em qualquer lugar, até em cinemas, salas de aula e igrejas. Crianças desaprenderam o falar baixo. Jovens estudam com a TV ligada. Mães falam alto demais com seus filhos que por sua vez respondem no mais alto volume possível. Outro dia ao entrar numa casa de família, fiquei horrorizado com tanto barulho, gritaria, televisão e rádio ligados em alto volume e todos gritando para serem ouvidos ao mesmo tempo. Qual a qualidade de vida dessa família?

 

Na empresa é a mesma coisa. Todos falam alto demais ao telefone, com seus colegas e a poluição sonora toma conta do ambiente, o que faz com que as pessoas não consigam ter foco no que estejam fazendo. Muito do retrabalho, dos erros, das desatenções é ocasionado pela falta do necessário silêncio que favorece a concentração. O próprio fato de todos trabalharem juntos na mesma sala, sem um código de ética em relação ao barulho excessivo, faz com que as pessoas não consigam prestar atenção, gerando problemas sérios de qualidade e produtividade. Ninguém mais ouve. Todos querem falar e falar alto.

 

É preciso reinventar o silêncio. É preciso baixar o volume, respeitar o outro e parar de gritar. Leve essa ideia para sua casa, seus amigos, seu trabalho e reaprenda a ouvir você mesmo, através do precioso silêncio. 

 

                                                                                                                                                 Luiz Marins

terça-feira, 16 de junho de 2015

Quando o sofrimento bater à sua porta

Sofrer é como experimentar as inadequações da vida. Elas estão por toda parte. São geradas pelas nossas escolhas, mas também pelos condicionamentos dos quais somos vítimas. 

 

Sofrimento é destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido.

 

Perdemos boa parte da vida com sofrimentos desnecessários, resultados de nossos desajustes, precariedades e falta de sabedoria. São os sofrimentos que nascem de nossa acomodação, quando, por força do hábito, nos acostumamos com o que temos de pior em nós mesmos.

 

Perdemos a oportunidade de saborear a vida só porque não aprendemos a ciência de administrar os problemas que nos afetam. Invertemos a ordem e a importância das coisas. Sofremos demais por aquilo que é de menos. E sofremos de menos por aquilo que seria realmente importante sofrer um pouco mais. 

 

Sofrer é o mesmo que purificar. Só conhecemos verdadeiramente a essência das coisas à medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais só serão conhecidos por nós mesmos se os submetermos ao processo da purificação.

 

Talvez, assim, descubramos um jeito de reconhecer as realidades que são essenciais em nossa vida. É só desvendarmos e elencarmos os maiores sofrimentos que já enfrentamos e quais foram os frutos que deles nasceram. Nossos maiores sofrimentos, os mais agudos. Por isso se transformam em valores.

 

O sofrimento parece conferir um selo de qualidade à vida, porque tem o dom de revesti-la de sacralidade, de retirá-la do comum e elevá-la à condição de sacrifício.

 

Sacrifício e sofrimento são faces de uma mesma realidade. O sofrimento pode ser também reconhecido como sacrifício, e sacrificar é ato de retirar do lugar comum, tornar sagrado, fazer santo. Essa é a mística cristã a respeito do sofrimento humano. Não há nada nesta vida, por mais trágico que possa nos parecer, que não esteja prenhe de motivos e ensinamentos que nos tornarão melhores. Tudo depende da lente que usamos para enxergar o que nos acontece. Tudo depende do que deixaremos demorar em nós. 

 

 

                                                                                                                                          Pe. Fábio de Melo

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O desafio de construir um mundo mais gentil


Acredito que aconteça com muita gente. De repente, num mesmo tempo, inúmeras pessoas falam do mesmo tema, reclamam das mesmas coisas. O assunto parece se repetir de roda em roda, de ambiente em ambiente. Nunca ouvi tanta reclamação e mesmo indignação com a falta de educação, de gentileza, de polidez das pessoas, como nos últimos tempos.

 

A grossura, a falta de educação, a insensibilidade pelo outro parece não ter limites no mundo de hoje, me disse com tom de desespero um diretor de uma grande empresa. As pessoas perderam completamente a noção de civilidade, afirmou uma senhora, já cansada de tanta malcriação e grossura por parte de balconistas, funcionários e gerentes.

 

No trânsito nem é bom falar. Pessoas “fecham” você sem a menor cerimônia para pegar a vaga do estacionamento do supermercado. Ninguém dá passagem para ninguém. Ser educado e gentil virou sinônimo de ser bobo e idiota no mundo de hoje, desabafou um policial ao atender a mais um acidente de trânsito causado pela falta de paciência, de polidez, de educação, de gentileza. Vivemos uma guerra no trânsito, me disse ele. E a grossura permeia todos os ambientes. Em casa, no trabalho, nos lugares públicos, ninguém mais respeita pertences pessoais. As palavras “com licença”, “por favor”, “obrigado” e “desculpe-me” caíram em absoluto desuso. Onde iremos parar?

 

A falta de polidez, de educação, de gentileza é um dos fatores que mais degradam a vida humana e os ambientes. A qualidade de vida cai no nível mais baixo possível quando as pessoas não se respeitam. Desde o modo de falar, de se trajar, de se comportar, tudo hoje faz transparecer a falta de civilidade, de respeito ao outro, de educação, daquela educação de berço, de casa, básica, elementar que parece ter desaparecido da face da Terra.

 

É preciso com urgência, reinventar a gentileza, a educação, a polidez. Ou todos nós fazemos uma enorme campanha permanente pela gentileza (começando por nós mesmos) ou perderemos todos e nos transformaremos em animais irracionais que, por não conseguirem se expressar pela fala, ou brigam ou fogem. É preciso lembrar que somos humanos, seres especiais, dotados de habilidade verbal e consciência do outro. É preciso, com urgência, construir um mundo mais gentil. Faça a sua parte!

 

                                                                                                                                                 Luiz Marins

domingo, 14 de junho de 2015

O MESTRE DA VIDA


Jesus, o Mestre da Vida, nos deu lições inesquecíveis. Mostrou-nos que a vida é o maior espetáculo do mundo! A vida que pulsa na criatividade das crianças, na despedida dos amigos, no abraço apertado dos pais, na solidão de um doente, no choro dos que perdem seus seres amados...

Quando você estiver só no meio da multidão, quando errar, fracassar e ninguém o compreender, quando as lágrimas que nunca teve coragem de chorar escorrerem silenciosamente pelo seu rosto e você sentir que não tem mais forças para continuar sua jornada, não se desespere!

Pare! Faça uma pausa na sua vida! Não dispare o gatilho da agressividade e do auto-abandono. Enfrente seu medo! Faça do seu medo alimento para sua força. Destrave a sua inteligência, abra as janelas da sua mente, areje o seu espírito! Permita-se ser ensinado pelos outros, aprenda lições dos seus erros e dificuldades. 

Liberte-se do cárcere da emoção e dos pensamentos negativos. Jamais se psicoadapte à sua miséria!

Lembre-se do Mestre da Vida! Ele nos ensinou a sermos livres mesmo diante das turbulências, perdas e fracassos, mesmo sem haver nenhum motivo aparente para nos alegrarmos. Tenha a mais legítima de todas as ambições: ambicione ser feliz!

Lembre-se que Jesus Cristo, um ser humano igual a você, passou pelos mais dramáticos sofrimentos e superou com a mais alta dignidade. Seja apaixonado pela vida como ele foi. Lembre-se que por amar apaixonadamente a humanidade, ele teve o mais ambicioso plano da história.

Mantenha em mente que nesse plano, você é uma pessoa única, e não mais um número na multidão.

A vida que pulsa na sua alma torna você especial, inigualável, por mais dificuldades que atravesse, por mais conflitos que tenha. Portanto, erga seus olhos e contemple o horizonte! Enxergue o que ninguém consegue ver! Há um oásis no seu no fim do seu longo e escaldante deserto!

Saiba que as flores mais lindas sucedem aos invernos mais rigorosos. Tenha convicção de que nos momentos mais difíceis de sua vida você pode escrever os mais belos capítulos de sua história.
Nunca desista de você! Dê sempre uma chance a si mesmo!

Nunca desista dos outros! Ajude-os a corrigir as rotas de suas vidas. 
Mas, se não conseguir, poupe energia, proteja sua emoção e aguarde que eles queiram ser ajudados. Enquanto isso, aceite-os do jeito que são, ame-os com todos os defeitos que têm. Amar traz saúde para a emoção.

Jesus encantava as pessoas com suas palavras. As multidões ao ouvi-lo, renovavam suas forças e encontravam um novo sentido para suas vidas! Ele reacendeu a esperança de muitos... Compreendeu o que é ser homem e fez poemas sobre a vida, até sangrando... Brilhou onde não havia nenhum raio de sol.


                                                                                                                          Augusto Cury